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Avé de Fátima


O mês de Maio é, por excelência, o Mês de Maria, o mês que em todas as comunidades se reza e canta o terço, contemplando os mistérios da nossa Redenção.  Publicamos seguidamente mais uma versão do tão conhecido Avé de Fátima, a obra que, porventura, mais se cantará durante esta oração. A harmonização é da autoria de Tiago Marques e encontra-se musicada para quatro vozes mistas, tendo sido já cantada nas celebrações no Santuário de Fátima.
Neste blogue encontram-se duas outras versões, uma da autoria do Pe. António Cartageno e outra do Pe. José Gonçalves, que pode ver aqui.

Ó Virgem do Rosário


E porque hoje é o dia 13 de Maio, aqui fica uma das obras mais conhecidas do Santuário de Fátima. Está harmonizada por Tiago Marques.


Foi já em 1997 que harmonizei o cântico "Ó Virgem do Rosário" para uma missa no Santuário de Fátima; no entanto, e como gosto de fazer com qualquer das minhas criações, revi-a para esta publicação. Infelizmente não consegui encontrar o nome do autor para o escrever na pauta por cima do meu, como é justamente devido; agradeço desde já qualquer informação que me possam enviar sobre este assunto.
A repetição de notas e de frases melódicas nas estrofes do cântico "Ó Virgem do Rosário" desafiou-me a fazer uma harmonização de contrastes, começando simples e tornando-se a pouco e pouco mais elaborada. Por sua vez, o refrão pedia-me um tratamento um pouco diferente, com um pouco de imitação frásica, mas continuando a riqueza harmónica das estrofes. O uníssono na palavra "Mãe" é extremamente pungente, mas não deve deixar de fazer parte integrante da frase: para que tal nota não se destaque demasiado é essencial criar um bom equilíbrio entre o volume sonoro das vozes femininas e o das masculinas.
Tiago Marques


Virgem Mãe do mesmo Deus


Um belo Hino de Vésperas para o Comum de Nossa Senhora musicado pelo Pe. Manuel Luís e harmonizado por Tiago Marques.

"Virgem Mãe do mesmo Deus" não é das minhas harmonizações mais simples. Deve ser cantada com a fluência necessária à transmissão do texto, mas no entanto com o vagar necessário para não atropelar as harmonias, especialmente na última frase. O texto é por vezes ingrato de cantar; o fraseio do texto do terceiro verso, por exemplo, é totalmente diferente do da música: "Vem a onda, // sobrevém nova onda // e nada teme quem te vê guiando o leme, // Virgem Mãe." Há que ter cuidado com as respirações e a condução do som para que o sentido do texto se perceba bem, até porque conheço poucos poemas Marianos tão belos como este.
Tiago Marques


A Vós, ó Verbo eterno


Um maravilhoso Hino de Vésperas musicado pelo Pe. Ferreira dos Santos e harmonizado por Tiago Marques. Apresento, seguidamente, uma breve descrição da obra pelo harmonizador.

"A Vós, ó Verbo Eterno" é um dos cânticos mais bonitos que conheço, quer pela parte musical quer pela poesia. Para resultar bem, há que não respirar a meio das frases - muito menos das palavras! - e que esperar cantando pela voz que em cada cadência tem a última nota. E atenção à suavidade necessária dos baixos ao iniciar a segunda frase: não é fácil, mas é essencial. Quando toco este hino como cântico pós-comunhão na Vigília Pascal, a atmosfera é mágica. Por sobre o silêncio da meditação da assembleia, uma introdução surge, primeiro apenas no órgão, seguidamente com a melodia tocada por um violoncelo por cima de uma simples pedal de tónica. À medida que os versos passam a harmonização vai ganhando riqueza, indo do uníssono por cima da pedal à harmonização aqui indicada. Os dois últimos versos transportam gradualmente o cântico de volta à simplicidade melódica e à coda final, instrumental apenas, com um diminuendo que deixa a igreja num longo e maravilhado silêncio.