segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

A minha boca proclamará



Uma bela obra da autoria de Alfredo Teixeira para coro misto e oboé. Deixo-vos algumas palavras do autor sobre a obra.

O poema que encontramos nos versículos deste cântico (a antífona é uma paráfrase sálmica), pertence à primeira publicação de poemas litúrgicos do Frei José Augusto Mourão. Especialista no estudo da comunicação, linguagem e literatura, José Augusto Mourão procurou na liturgia e na Bíblia – tomada também como património literário –, a gramática do seu «dizer Deus». Não por via da mesmice repetida, mas com a sensibilidade de quem se deixa habitar pela mesma sabedoria penetrante e arrisca dizer, hoje, a mesma inquietude. Neste caso, não precisaríamos do título para o adivinhar («Salmo»), Frei Mourão visita a linguagem dos Salmos, traduzindo, na sua dicção própria, a condição orante que se descobre nessas páginas bíblicas. Palavras de confiança, que parecem ser necessárias, entre o ruído dos tempos que vivemos.
Tal como noutras criações, este canto de confiança, apresenta um conjunto de recursos que poderão ser adaptados às condições locais. Isso passa também pela possibilidade de transcrever a parte do oboé para outro instrumento solo.

Alfredo Teixeira    

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