Uma sugestão para o I Domingo da Quaresma: Diz o Senhor nosso Deus é da autoria do padre António Cartageno. Apenas composto para uma voz, com acompanhamento de órgão, este belo cântico abre-nos as portas para o tempo quaresmal.
Mais uma sugestão para o Ordinário da Quaresma: Cordeiro de Deus da autoria de M. Madureira e harmonização do padre António Cartageno. Esta música provoca uma grande beleza e solenidade a este momento da celebração. Vale apena apostar numa música assim!
Continuando com o tema da Quaresma e no seguimento da última publicação, coloco 2 sugestões de Aclamação ao Evangelho e alguns dos versículos musicados.
Estamos cada vez mais próximos do Tempo Quaresmal. Este, é um verdadeiro e profundo apelo à introspecção e à reflexão sobre a nossa condição humana. Oração, Jejum e Caridade – a Igreja nos impele. Penso que a caridade verdadeira será, porventura, uma das mais importantes e necessárias nos dias que correm. Num tempo em que se imagina a caridade apenas como utopia surge-me o exemplo da vida de Madre Teresa de Calcutá. Ela que nos dá uma das maiores lições neste mundo! Sempre que vi esta “simples senhora” a abraçar pessoas com todas as enfermidades do mundo, vi um sorriso no seu rosto... Um sorriso de Deus, certamente; pois onde há caridade verdadeira, aí habita Deus.
A partitura que hoje apresento poderá não ombrear com a sublime e exemplar vida, dedicada à caridade, de Madre Teresa mas, com certeza, que as sonoridades da mesma aliadas ao belíssimo e profundo texto indicam um caminho de entrega e amor a Cristo, traduzindo-se estes na Caridade. É aqui que a música do padre Joaquim dos Santos faz a sua missão. A beleza transcendente desta partitura, na simplicidade, induz a uma reflexão profunda à qual não devemos ter receio. As agruras e doçuras da mesma reflectem na perfeição a nossa condição humana e só assim faz sentido sentir a música. É, de facto, transcendente. E é, de facto, das minhas preferidas...
A brilhante execução é do grupo vocal Ançã-ble, com direção de Pedro Miranda e Isaías Hipólito no órgão:
Um maravilhoso hino quaresmal, "Senhor, ouvi a minha súplica" da autoria do padre Ferreira dos Santos. Sendo bastante elaborado, produz um efeito belíssimo quando cantado “a capella”. Poderá ser cantado, por exemplo, no Ofertório.
"Senhor ouvi a minha súplica, o meu gemido a minha prece. Senhor ouvi a a minha súplica, o meu gemido a minha angústia. Vergado ao peso do pecado Pr´a Ti se eleva o meu olhar.
Deus Santo, Justo e Verdadeiro. atende o grito do Teu Povo. Deus Santo, Justo e Verdadeiro. Tens sido a nossa protecção. que lês o intimo do homem: se julgas, quem se tem de pé?
Senhor Jesus Crucificado,
ao Teu Amor nos confiamos
Senhor Jesus Crucificado.
só Tu és nossa salvação.
Assim vencidos p´lo pecado.
Senhor, a quem devemos ir?"
As características ambientais e celebrativas da Quaresma, já desde há séculos, são a ausência do Aleluia nos cânticos, a austeridade na ornamentação do espaço celebrativo (sem flores nem música instrumental), a cor roxa dos paramentos do sacerdote (menos no quarto domingo, «Lætare», em que se pode usar a cor rosa); os escrutínios catecumenais (o Ritual da Iniciação Cristã dos Adultos coloca o rito de «eleição» para a última etapa catecumenal, no primeiro domingo da Quaresma e, a partir daí, várias reuniões de escrutínios); as missas estacionais, à volta do próprio bispo, originadas em Roma mas recomendadas para as outras igrejas em que pareçam convenientes; o exercício da via-sacra; a «confissão pascal», a celebração do sacramento da Reconciliação, como preparação imediata para a Páscoa…
Dicionário elementar de Liturgia, José Aldazábal
Cântico próprio para o Tempo Penitencial, "Desde a aurora Vos procuro" da autoria do padre Joaquim dos Santos.
Interpretação do Grupo vocal Ançã-ble. Gravado em Setembro de 2008, Rio Longo.
Para dar sentido a este período, como preparação da Páscoa, teve certamente grande influência o simbolismo bíblico do número quarenta: os episódios de quarenta dias do dilúvio, antes da aliança com Noé; de Moisés e os seus quarenta dias no monte; do Povo de Israel e os seus quarenta anos pelo deserto; de Elias caminhando quarenta dias para o monte do encontro com Deus; e, sobretudo, os quarenta dias de Jesus no deserto, antes de começar a sua missão messiânica. Estes episódios têm em comum o significado de um tempo de prova, de purificação e de preparação para um acontecimento importante e salvador. «Todos os anos, pelos quarenta dias da Grande Quaresma, a Igreja une-se ao mistério de Jesus no deserto» (CIC 540).
A Quaresma começava originariamente no Domingo. Mas, mais tarde –séculos VI-VII – acentuou-se como característica determinante o jejum, e como, aos domingos, não se jejuava, adiantou-se o seu início para a quarta-
-feira anterior ao primeiro domingo, a que de imediato se chamou «de Cinzas», para que a Páscoa fosse precedida de quarenta dias de jejum efectivo. E, ainda se foi antecipando mais a preparação com os Domingos da Quinquagésima, Sexagésima e Septuagésima, que, na última reforma, foram suprimidos.
Dicionário elementar de Liturgia, José Aldazábal
"Nem só de pão vive o Homem", música de Manuel Simões para 4 v.m.. É adequada para este I Domingo da Quaresma, como cântico de Comunhão.
Vem do latim, quadragesima dies (o dia quadragésimo, antes da Páscoa). É o tempo de preparação «pelo qual se sobe ao monte santo da Páscoa», como o descreve o Cerimonial dos Bispos (CB 249). Começa em Quarta-Feira de Cinzas e termina pela tarde de Quinta-Feira Santa, antes da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, com que se inaugura o Tríduo Pascal.
A Quaresma organizou-se a partir do século IV. A sua história anterior não é muito clara. Parece que o seu gérmen original foi o jejum pascal de dois dias, na Sexta e no Sábado antes do Domingo da Ressurreição, espaço que, a pouco e pouco, se alargou a uma semana, depois a três e, segundo as diversas regiões, sobretudo nas do Oriente, como o Egipto, até às seis semanas ou quarenta dias. Em Roma, a Quaresma já estava constituída, entre os anos 350 e 380...
Dicionário elementar de Liturgia, José Aldazábal
"Louvor e Glória a Vós", uma Aclamação ao Evangelho musicada pelo padre António Cartageno e que poderá ser utilizado nas diversas celebrações da Quaresma.
Este tempo é especialmente marcado por alguns sinais especiais na liturgia, tendo a música um papel fundamental. As próximas publicações deste blogue terão como objectivo preparar os grupos corais para este tempo litúrgico.
Começaremos por "Ele me chamará", Antífona de Entrada do I Domingo da Quaresma, musicada pelo padre Ferreira dos Santos. A Antífona está musicada para coro a 3 v.m, sem grande complexidade, mas para os coros com mais dificuldades, poder-se-à cantar apenas o Refrão, que apesar de ser curto, possui uma elevada imponência, juntamente com os versículos a 3 v.m..
Só em Deus descansa a minha alma,
d’Ele me vem a salvação.
Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado.
Minha alma, só em Deus descansa:
d’Ele vem a minha esperança.
Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado.
Em Deus está a minha salvação e a minha glória,
o meu abrigo, o meu refúgio está em Deus.
Povo de Deus, em todo o tempo ponde n’Ele
a vossa confiança,
desafogai em sua presença os vossos corações.
Salmo 61(62), 2-3.6-7.8-9ab
Salmo Responsorial do VIII Domingo do Tempo Comum, ano A. A autoria da música é do padre Ferreira dos Santos.
"Meu Senhor, eu Vos amo", a paráfrase ao Salmo 17, musicada pelo padre António Cartageno. Este cântico pode ser uma excelente escolha para a música de Entrada do Domingo VIII do Tempo Comum.
O ambiente é de intimidade... Jesus, naquela última ceia de Páscoa, com os amigos, já Judas tinha saído para O entregar... As palavras começam a soar a despedida, e a «testamento». Como que resumindo os anos que passou com eles, dá-lhes um mandamento: «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros».
"Dou-vos um mandamento novo" da autoria de F. Silva. É adequado para a Missa da Ceia do Senhor, mas poderá ser uma boa opção para o Domingo VII do Tempo Comum, como cântico de Comunhão.
Esta música foi cantada na ordenação de um padre na Diocese de Aveiro:
Uma excelente escolha para o VII Domingo do Tempo Comum. " Eu no confio, Senhor, na Vossa bondade" é da autoria de F. Lapa.
" Apresenta-se quase em compasso composto, mas assim escrito pretende evitar a tentação de ligeireza ou dança. O andamento deve ser moderado. As mudanças de compasso marcam as conclusões de cada parte (são sempre colcheia igual a colcheia). A singela imitação, insistente, sobre "o meu coração" contém um crescendo natural até sublinhado homofónico de "alegra-se".
O Salmo pode ser cantado por dois solistas ou dois pequenos coros. Apesar do compasso instável, está tudo medido. Pede-se que se cante como um verdadeiro salmo que é, com as naturais flutuações de andamento que a articulação das melodias (palavras) sugerem."
Este belo hino, da autoria do padre Manuel Luís, é próprio para a Missa da Ceia do Senhor, mais concretamente para o Lava-pés. Mas também é liturgicamente adequado para o Domingo VII do Tempo Comum.
Esta Antífona de Entrada do VIII Domingo do Tempo Comum é fantástica. A antífona é bastante harmoniosa e o refrão é simples, permitindo a participação de toda a Assembleia. "O Senhor veio em meu auxílio" é da autoria do padre Azevedo de Oliveira.