Paixão NSJC segundo S. João



"Desde a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II e a consequente introdução do vernáculo na Liturgia da Palavra abriu-se um fosso na continuidade da veneranda tradição do canto da narração da Paixão por três diáconos e coro representando as turbas. (...) As turbas foram compostas por Pedro Miranda e é também da sua responsabilidade a adaptação à língua portuguesa do tom, isto é, forma melódica, usada tradicionalmente em Portugal desde o séc. XVI e teve a sua primeira edição impressa da responsabilidade de Frei Estêvão de Cristo, em 1595 (cfr. PEDROSA CARDOSO, J.M., O canto litúrgico da Paixão em Portugal nos séc. XVI e XVIII, Faculdade de Letras, Coimbra, 1998. Tese de doutoramento. [Actualmente encontra-se editada pela Universidade de Coimbra]). A fonte utilizada foi precisamente esse primeiro passionário lusitano impresso. Cantada na Igreja Matriz de Ançã desde 1991, esta paixão veio também a ser cantada na Sé Catedral de Coimbra na Sexta-Feira-Santa de 1996, tendo nessa altura sido objecto de aprovação e reconhecimento informal das autoridades eclesiásticas locais."


Recitativos: Estêvão de Cristo (1595)
Turbas: Pedro de Miranda (1991)



I.P.S.A.R - Cantus Passionis D.N.J.C. - ANÇÃBLE (cd)

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