quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

Nem só de pão vive o Homem


Quaresma...

Para dar sentido a este período, como preparação da Páscoa, teve certamente grande influência o simbolismo bíblico do número quarenta: os episódios de quarenta dias do dilúvio, antes da aliança com Noé; de Moisés e os seus quarenta dias no monte; do Povo de Israel e os seus quarenta anos pelo deserto; de Elias caminhando quarenta dias para o monte do encontro com Deus; e, sobretudo, os quarenta dias de Jesus no deserto, antes de começar a sua missão messiânica. Estes episódios têm em comum o significado de um tempo de prova, de purificação e de preparação para um acontecimento importante e salvador. «Todos os anos, pelos quarenta dias da Grande Quaresma, a Igreja une-se ao mistério de Jesus no deserto» (CIC 540).

A Quaresma começava originariamente no Domingo. Mas, mais tarde –séculos VI-VII – acentuou-se como característica determinante o jejum, e como, aos domingos, não se jejuava, adiantou-se o seu início para a quarta-
-feira anterior ao primeiro domingo, a que de imediato se chamou «de Cinzas», para que a Páscoa fosse precedida de quarenta dias de jejum efectivo. E, ainda se foi antecipando mais a preparação com os Domingos da Quinquagésima, Sexagésima e Septuagésima, que, na última reforma, foram suprimidos.


Dicionário elementar de LiturgiaJosé Aldazábal





"Nem só de pão vive o Homem", música de Manuel Simões para 4 v.m.. É adequada para este I Domingo da Quaresma, como cântico de Comunhão.



Uma gravação do Coro do Santuário de Fátima:

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