Este é o meu Filho muito amado


"O Baptismo de Jesus no Jordão constitui a antecipação do seu baptismo de sangue na Cruz, e é também o símbolo de toda a actividade sacramental com que o Redentor realizará a salvação da humanidade. Eis por que motivo a tradição patrística dedicou muito interesse por esta festa, que é a mais antiga depois da Páscoa. «No Baptismo de Cristo canta a liturgia hodierna o mundo é santificado e os pecados são perdoados; na água e no Espírito tornamo-nos novas criaturas» (Antífona ao Benedictus, Ofício das Laudes). Existe uma estreita relação entre o Baptismo de Cristo e o nosso Baptismo. No Jordão os céus abriram-se (cf. Lc 3, 21) para indicar que o Salvador nos descerrou o caminho da salvação e nós podemos percorrê-lo precisamente graças ao novo nascimento «da água e do Espírito» (Jo 3, 5) que se realiza no Baptismo. Nele nós somos inseridos no Corpo místico de Cristo, que é a Igreja, morremos e ressuscitamos com Ele e revestimo-nos dele, como o Apóstolo Paulo salienta várias vezes (cf. 1 Cor 12, 13; Rm 6, 3-5; Gl 3, 27). Por conseguinte, o compromisso que brota do Baptismo consiste em «ouvir» Jesus: ou seja, em acreditar nele e em segui-lo docilmente, cumprindo a sua vontade. É deste modo que cada um pode tender para a santidade, uma meta que, como recorda o Concílio Vaticano II, constitui a vocação de todos os baptizados. Ajude-nos Maria, a Mãe do Filho predilecto de Deus, a ser sempre fiéis ao nosso Baptismo." 

A Antífona de Entrada para o dia do Baptismo do Senhor, "Este é o meu filho muito amado" da autoria de Fernando Lapa, que poderá também ser utilizada para o momento da Comunhão. Esta obra também é adequada para o II Domingo da Quaresma. É umas da obras mais belas que conheço.



Uma interpretação pelo Grupo Coral de Jovim.

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